O grupo, composto pelos graduandos Luis Alonso e João Santana, a mestranda Heloysa Oliveira, e coordenado pelos professores Carlos Alberto da Rocha, Edgard Correa e Zulmara Carvalho, apresentaram o artigo “Cenário de enfrentamento ao desperdício de recursos hídricos: desafios e oportunidades de negócios de impacto”, no 9° Simpósio Internacional de Inovação Tecnológica (Simtec), que ocorreu no período de 19 a 21 de setembro de 2018 em Aracaju/SE.

 
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Da esquerda para a direita: Profa. Zulmara, Luis Alonso, Heloysa, João Santana e Profa. Iracema Aragão (uma das organizadoras do evento) 

 

O trabalho, que conquistou uma Menção Honrosa à equipe, teve em vista, primariamente, que a água, por sua importância, demanda gestão estratégica, a fim de evitar ao máximo o desperdício. Assim, analisou o cenário de escassez de recursos hídricos em todo o Brasil e no mundo, objetivando mensurar a eficiência dos gestores nacionais nesse quesito. 

Feito com base na pesquisa sobre as soluções que as pessoas usam, normalmente, e quais as dificuldades que encontram relativamente ao custo e à tecnologia de alta ponta, esse trabalho apresenta discussão acerca das fontes de perdas da água, destacando a questão da gestão de balanço hídrico, processos de medição e a manutenção da infraestrutura de armazenamento e de distribuição da água.

Dentro de tal análise, o grupo percebeu que a debilidade das práticas brasileiras de enfrentamento ao desperdício dos recursos hídricos - diante da tendência mundial de escassez - configura-se como janela de oportunidade para negócios de impacto (também conhecidos por empreendedorismo 2.5). Iniciativas que nascem da busca por soluções inovadoras que mitiguem problemas sociais e ambientais existentes são negócios alinhados à Agenda de desenvolvimento da Organização das Nações Unidas (ONU), que são objetivos globais. “É algo que gera lucro à empresa mas também impacta positivamente na sociedade”, explica Heloysa.

A mestranda, que recebeu o prêmio de melhor artigo na edição do ano passado, conta que o trabalho se assemelha a montar um quebra-cabeça. “Você precisa pesquisar em diferentes fontes referências sobre o que está investigando e depois ir ‘encaixando’ as peças com a sua revisão crítica”, ela diz. Ela também conta que a produção do texto do grupo foi colaborativa, assim todos puderam trazer um pouco do seu conhecimento para a discussão, isso a ajudou bastante, visto que sua dissertação do mestrado será na área de negócios de impacto. 

Já para o graduando Alonso, o que mais lhe interessou a fazer parte do grupo foi a premissa-cerne de popularizar dispositivos de baixo custo e com grande benefício social. O aluno, que está dividido entre engenharia biomédica e a ênfase em negócios tecnológicos, teve outro trabalho premiado em maio deste ano, na área de empreendedorismo e gestão de inovação. Considerando só haver contribuições positivas do processo, como a experiência em um congresso de âmbito internacional e o entrosamento do grupo, ele se sente orgulhoso da Menção recebida pelo grupo no Simpósio: “Sinto felicidade através do reconhecimento do nosso esforço. É sentimento de que estamos caminhando na direção certa”.