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BCT é um ambiente favorável ao desenvolvimento de potencialidades para programas de mobilidade acadêmica. Além do CsF, discentes da ECT já foram aprovados em programas como o Brafitec, da rede franco-brasileira para formação de engenheiros, e o de intercâmbio luso-brasileiro Santander Universidades. Entre 2012 e 2013, o BCT teve 47 discentes participando do CsF, fazendo graduações-sanduíche em diversos países: Alemanha, Austrália, Bélgica, Canadá, Espanha, EUA, Finlândia, França, Japão, Portugal e UK.

De feição interdisciplinar, o perfil dos discentes do BCT está em total alinhamento com o objetivo do programa CsF em “promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade brasileira por meio do contato com sistemas educacionais competitivos em relação à tecnologia e inovação” (Portal do CsF). Na base da estrutura curricular do BCT, além de uma robusta formação nos conhecimentos de matemática, de física, de química, de informática, bem como de práticas de leitura e escrita, é trabalhada a percepção dos discentes sobre os impactos da ciência e da tecnologia nas dinâmicas da sociedade.

Dentro dos impactos esperados, vale ressaltar a visão de Glaucius Oliva sobre o programa de mobilidade acadêmica como instrumento transformador de vidas e de sociedade: "Os bolsistas do CsF constituem um grupo seleto que pelos próprios méritos conseguiram essa oportunidade de realizar um ano da graduação fora do país. É um prêmio, mas também uma grande responsabilidade. Essa oportunidade vem de recursos públicos, de impostos que todos contribuímos e representa um investimento para o aprendizado individual, mas também social. Vocês vão voltar e, ao longo da vida profissional, vão aproveitar a rede de contatos criada e o conhecimento adquirido para ajudar o Brasil a se tornar uma sociedade menos desigual e, para isso, precisamos inovar”.

Participar da graduação-sanduíche no exterior é um diferencial no currículo de qualquer estudante, de acordo com Henrique Paim: “Os bolsistas aqui presentes são o futuro da ciência aplicada no Brasil. Dentro de alguns anos, quando forem pesquisadores e professores do futuro, poderão trazer mais desenvolvimento e crescimento ao país". Somando vozes, Jorge Almeida Guimarães afirma que a participação no programa permite oportunidades únicas aos estudantes brasileiros: "Os bolsistas do Ciência sem Fronteiras têm a possibilidade de conviver por algum tempo nas melhores universidades do mundo".

Criado em julho de 2011, o CsF é “fruto do esforço conjunto dos Ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Ministério da Educação (MEC), por meio de suas respectivas instituições de fomento – CNPq e Capes –, e Secretarias de Ensino Superior e de Ensino Tecnológico do MEC”. (Portal do CsF).