Desde o segundo semestre de 2014, a Escola de Ciências e Tecnologia conta com um serviço de psicologia escolar educacional que trabalha dando suporte a estudantes, professores e servidores da ECT, com o objetivo de melhorar o processo de ensino e aprendizagem. Maria Luiza Freitas, profissional responsável pelo serviço na instituição, contou como o trabalho tem se desenvolvido.

A psicóloga explicou que o primeiro ano foi dedicado a conhecer e analisar a dinâmica de funcionamento da instituição, bem como o comportamento dos professores e estudantes e outros profissionais para traçar estratégias de atuação. Passado esse primeiro período, ela comentou que, embora ainda haja certo constrangimento por parte de alguns estudantes, o número de alunos que procuram atendimento tem crescido:

“Tem surgido muitos alunos por indicação de professores. Os que se mantém na verdade são os que são indicados por colegas que, continuam no processo participando das orientações. Mas tem aumentado também o número daqueles que vêm orientados por professores”.  Segundo ela, as principais queixas relatadas pelos estudantes são sobre orientação profissional, rotina de estudo e a queda de desempenho acadêmico.

 Maria Luiza disse que a integração do trabalho com a coordenação, a direção e o grupo de orientação pedagógica da ECT está crescendo e têm surgido propostas que visam melhorar e ampliar o aprendizado no Bacharelado em Ciências e Tecnologia. E revelou que, devido a grande demanda por orientação, dois bolsistas foram solicitados pela direção para ampliar o serviço.

“Agora está tendo também uma equipe que foi formada de orientação acadêmica, com que a gente tem reuniões frequentes onde se discute a situação dos alunos. Meu papel não é falar de aluno x, então o que se passa nesse contexto é reservado. Mas a gente vê estratégias de como melhorar o desempenho desses alunos. Tem a participação da coordenação, a minha participação, da direção e o grupo de orientação acadêmica”, explicou.

“Eu tenho outra atuação que é aumentar a efetividade educacional, então os professores vem já em busca, porque o curso tem suas particularidades. As turmas são grandes, tem um índice elevado de reprovação, os alunos não conseguem se matricular em determinada disciplina, uma disciplina fica com um numero maior de alunos que já foram reprovados e apresentam dificuldades. Então há também essa procura por parte dos professores. Às vezes também para situações pontuais que eles enfrentam durante a docência, mas o número maior é de alunos”, comentou a profissional.

Maria Luiza Freitas tem doutorado em Psicologia e mestrado em educação especial (educação do indivíduo especial) pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR), e graduação em formação e licenciatura pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Os temas mais frequentes na sua produção científica consistem em: desenvolvimento e comportamento humano, interação social, habilidades sociais, educação especial e aprendizagem de alunos com necessidades especiais, dotação e talento, deficiência visual, inclusão, valores humanos, condutas delitivas, intervenção.

A psicologia educacional é o ramo da psicologia que estuda o processo de ensino/aprendizagem nas crianças e adultos, desenvolvendo um trabalho em conjunto com educadores para tornar o processo de aprendizagem mais efetivo e significativo para o educando. Especialmente no que diz respeito à motivação e às dificuldades de aprendizagem.

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ComC&T

Assessoria e Produtora de Conteúdo da Escola de Ciências e Tecnologia