A prática de exercícios físicos, feita com bom senso e moderação, só têm benefícios. Isso todo mundo sabe (ou deveria saber).

As atividades físicas podem prevenir a obesidade, doenças cardíacas, insônia, estresse, ansiedade e depressão; além de proporcionar benefícios como à melhora da autoestima, aumento da concentração e memória, melhora do humor, fortalecimento de ossos e músculos e retarda o envelhecimento, sem falar no caráter de entretenimento e nos benefícios estéticos.

Mas, quando se fala em esporte, pouco se fala da relação dos seus benefícios na vida universitária. Num contexto de grande demanda intelectual e forte cobrança por bons indicadores de desempenho acadêmico, como ocorre nos cursos de graduação, a importância da prática esportiva é ainda maior, para liberar as tensões.

O coordenador técnico desportivo Damasceno Araújo da Silva, organizador dos jogos gerais da Universidade Federal do Rio Grande do Norte(UFRN), bem como dos jogos da Escola de Ciências e Tecnologia (ECT), e que trabalha em projetos relacionados ao esporte na instituição desde a década de 1990, falou sobre a importância da prática esportiva na Universidade: “A questão da prática esportiva na academia, é de suma importância para a formação acadêmica do profissional. Ela funciona como uma válvula de escape para o estresse. Tem alunos que estudam nos três turnos, então no final de semana, se ele não tiver uma forma de dar vazão ao seu estresse, pode terminar com problemas psicológicos”.

Além disso, o esporte gera bons resultados também quando o assunto é a melhora das relações interpessoais, na socialização e inclusão de estudantes com dificuldade de relacionamento e comunicação.

“Os jogos têm como objetivo a integração entre os alunos de diversos cursos, dos diversos centros. A universidade também tem esse lado de socialização. O esporte é um excelente meio de educar, de socializar”, ressaltou Damasceno.

Atualmente estão sendo realizados os jogos da ECT, competição que está em sua terceira edição com modalidades coletivas como futebol, futsal, voleibol, handebol, basquete, além das modalidades individuais como xadrez, contando com boa adesão por parte dos estudantes e um gradativo crescimento no número de participantes.

A UFRN tem tido obtido bons resultados nos jogos Universitários Brasileiros (JUBs), especialmente em esportes como judô, vôlei e xadrez. Sendo a terceira melhor instituição no ranking do desporto universitário no Brasil, perdendo apenas para as Universidades de São Paulo (USP) e Brasília (UNB).

Os atletas universitários também contribuem significativamente com o desenvolvimento dos esportes olímpicos de seus respectivos países. No Brasil, boa parte dos atletas de destaque em olimpíadas e competições internacionais em geral, saiu de universidades e tiveram bons resultados nos jogos universitários brasileiros (JUBs) ou nas Universíades (Jogos mundiais universitários) antes de chegar ao pódio olímpico.

Medalhistas olímpicos como Aurélio Miguel, ouro e prata no judô; Robson Caetano, duas medalhas de bronze no atletismo; Maurren Maggi, ouro no salto em distância nos jogos de Pequim; e Arthur Zanetti, ouro na ginástica em Londres, fazem parte dessa estatística.

Nos Jogos Olímpicos de Londres em 2012, dos 277 atletas que representaram o Brasil, 42 eram universitários, o número não é tão expressivo, mas representa um avanço.

No Brasil, o investimento no desporto universitário ainda é pequeno se comparado à política de incentivo ao esporte praticada nos Estados Unidos, país que nas últimas Olimpíadas conquistou o primeiro lugar com 46 medalhas de ouro. Nos EUA há uma liga universitária bem organizada pela National Collegiate Athletic Association (NCAA), entidade que organiza e gerencia competições regionais e nacionais entre as universidades americanas.

Em 2012 a NCAA obteve receitas de 841 milhões de dólares, sendo 84% desse dinheiro proveniente da venda de direitos de transmissões de competições universitárias para a TV. As bolsas de estudo para atletas podem cobrir de 30% a 100% do valor do curso. Estudantes de outros países que se destacam nos esportes também têm chances de conquistar uma bolsa de estudo nos Estados Unidos.

No Brasil, a Confederação Brasileira do Desporto Universitário (CBDU) é o órgão que administra o desporto universitário brasileiro, responsável pela gestão e organização das competições e eventos esportivos entre universitários de todo país. Atualmente a CBDU promove dois grandes eventos em seu calendário anual: a Liga do Desporto Universitário (LDU) e os Jogos universitários brasileiros JUBs.

A Liga do Desporto Universitário engloba os campeonatos brasileiros universitários em diversas modalidades, tais como Lutas (karatê, judô e taekwondo), Tênis, Tênis de Mesa, Xadrez, Futebol de Campo, Futsal, Handebol, Vôlei, Basquete e, também, modalidades de areia.

Os JUBs são o maior evento esportivo da categoria universitária do país, contemplando as modalidades: atletismo, natação, judô, xadrez, futsal, handebol, vôlei e basquete.

 

ComC&T
Assessoria de comunicação e produtora de conteúdo da Escola de Ciências e Tecnologia