Foi para o publico do auditório F da Escola de Ciências e Tecnologia, no fim da tarde da quinta-feira feira, 5 de março, que Guilherme Rosso, ex-aluno da instituição, iniciou o primeiro de uma série de colóquios que serão realizados em todo o Brasil pela organização Rede CsF.  

O tema da palestra foi Oportunidades no processo de formação universitária. Usando a frase “ As oportunidades multiplicam-se à medida que são agarradas ”, do filósofo Chinês Sun Tzu como inspiração, Guilherme falou sobre sua trajetória acadêmica, do ingresso à UFRN em 2011, dos projetos de extensão que participou, como o GEApES/ECO-KARÁ e a Empresa Junior da ECT (EJECT), e de iniciação científica, como  o projeto Um estudo da Criticalidade Auto-Organizada na Pilha de Areia, que foram fundamentais em sua trajetória. Ele ainda acrescentou:Participem de projetos porque isso mais pra frente vai te trazer frutos”.

Durante a palestra, Guilherme contou que após o investimento recebido da sociedade para estudar no exterior, os estudantes voltaram com um pensamento diferente, ele e outros bolsistas motivados pelos contrastes entre o Brasil e os países da mobilidade, e notando a pouca integração entre os bolsistas e a ausência de uma proposta para aproveitar potencial das pessoas após o período de mobilidade, criaram a Rede CsF.

“ A Rede CsF quer ser esse ambiente de referência na integração de pessoas com atuação em políticas de alto impacto em ciências e tecnologia. A ideia é que no futuro, os membros da rede estejam a frente das tomadas de decisão do país ”, explicou Guilherme.

Pra quem quer participar da Ciência sem Fronteiras, Rosso recomendou: “ Estude a língua, passe nas matérias, converse com colegas e professores para não irem despreparados. Se preparem que vale a pena depois. É uma oportunidade de ir para um lugar diferente, de vestir a camisa do Brasil, visitar lugares importantes, conhecer pessoas, aproveitar as experiências e o conhecimento ao máximo e mostrar que a gente tem conhecimento também ”.

O palestrante também falou sobre sua experiência no programa de mobilidade internacional do Ciência sem Fronteiras no qual foi aprovado em 2011, com 17 anos e teve de ir morar nos Estados Unidos, país que não conhecia e sem nunca ter morado sozinho, através desse intercambio, Guilherme estudou no departamento de física da Clark University, em Massachusetts. “São desafios que vão chegando e a gente tem que tomar uma decisão, de uma forma ou de outra”, contou Guilherme, que atualmente mora em São Paulo.

E incentivou os graduandos do BCT da UFRN: “ Eu fiz C&T, fui pro MIT (Massachusetts Institute of Technology) e estou na USP (Universidade de São Paulo). Vocês também podem, corram atrás que vocês conseguem ”.

No final da apresentação, Guilherme falou sobre estudantes da UFRN que obtiveram sucesso no Ciência sem Fronteiras. Ele também falou sobre o Desafio Suécia-Brasil, do qual participou e ficou em terceiro lugar entre mais de 3.000 estudantes de todo o Brasil.

Ele também lembrou o encontro que teve com a presidente Dilma Rousseff em 2013, ocasião em que leu uma carta em nome dos bolsistas do programa de mobilidade internacional. E encerrou dizendo o que pretende para o futuro: “ Eu pretendo transformar o Brasil atuando com politicas públicas de alto impacto. E vocês estudantes, as oportunidades estão aí, vamos agarrá-las e elas vão se multiplicar e aí vamos juntos mudar o Brasil ”.

No final da palestra o público presente pode participar fazendo perguntas.

O colóquio pode ser assistido na integra no endereço: http://youtu.be/bjrWTzD3Ip4.

Guilherme Rosso é bacharel em Ciências e Tecnologia pela UFRN, atua como vice-presidente e diretor de relações públicas da Rede CsF, e é aluno de  mestrado em modelagem de sistemas complexos na USP.

Rede CsF

A Rede CsF é uma  associação não governamental sem fins lucrativos, fundada por ex-bolsistas do programa Ciência sem Fronteiras,  que tem como meta criar e manter um ambiente de integração entre participantes de Mobilidade Acadêmica Internacional e parceiros, para troca de experiências, conhecimentos e oportunidades, contando atualmente com  mais de 1500 membros entre bolsistas e ex bolsistas.

Os fundadores da Rede são Guilherme Rosso, Luciano Telesca , Deborah Celestrini e Monique Gasparoto.

Ciência sem Fronteiras

O Ciência sem Fronteiras é um programa que busca promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade brasileira por meio do intercâmbio e da mobilidade internacional. A iniciativa é fruto de esforço conjunto dos Ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Ministério da Educação (MEC), por meio de suas respectivas instituições de fomento- CNPq e Capes - e Secretarias de Ensino Superior e de Ensino Tecnológico do MEC.


O projeto prevê a utilização de até 101 mil bolsas em quatro anos para promover intercâmbio, de forma que alunos de graduação e pós-graduação façam estágio no exterior com a finalidade de manter contato com sistemas educacionais competitivos em relação à tecnologia e inovação. Além disso, busca atrair pesquisadores do exterior que queiram se fixar no Brasil ou estabelecer parcerias com os pesquisadores brasileiros nas áreas prioritárias definidas no Programa, bem como criar oportunidade para que pesquisadores de empresas recebam treinamento especializado no exterior.

ComC&T
Assessoria de comunicação e produtora de conteúdo da Escola de Ciências e Tecnologia