O Processo Seletivo para o Mestrado Profissional em Ciência, Tecnologia e Inovação (MPInova) está em andamento, para saber mais detalhes, a ComC&T entrevistou o coordenador do mestrado, o Prof. Dr. Gláucio Brandão.

ComC&T :Como vai ser o processo de seleção para o mestrado?

Gláucio: Livre e Pesada. Explico. A seleção será composta de duas etapas primordias:
Etapa 01: Análise de projetos com formatação livre, ou estritamente falando, sem formatação e em um espaço de quatro páginas.

Etapa 02: Apresentação no formato de “elevator pitch”, aquela técnica que o “vendedor” tem de convencer o “cliente” em cinco minutinhos. Em nosso conhecer, nunca isto foi feito em uma seleção de mestrado.
Onde está o peso? Pelas conversas que tenho tido com os (as) interessados (as), todos (as), que são muitos (as), possuem uma extrema dificuldade em “não seguir regras”. 

Exemplifico: Candidato (a) "Professor, se eu colocar os vocativos iniciais, a capa e  as referências, onde coloco a minha ideia?" Professor! Jovem! Bote seu nome e toque o 'pau' na ideia. Você vai ver que tem espaço de sobra. Se não consegue expor uma ideia em quatro laudas, não tem o espírito para a inovação.

ComC&T: Qual é o perfil que um candidato às vagas do mestrado deve ter?

Gláucio: O de querer criar o que não existe e botar pra rodar o que está capenga, de forma metódica e sistematicamente. Em suma: a implementação deve ser o começo da jornada para o mestrando e o produto/processo a meta.

ComC&T: Qual é o objetivo do MPInova, desenvolver ideias ou perfis empreendedores?

Gláucio: Ambos. Nosso objetivo é forjar empreendedores tocadores de projetos, tangíveis ou intangíveis, de modo a poder medir-se o resultado. Nosso egresso vai poder criar ou tocar criações de outrem! Outro fator importante é saber como mensurar e trabalhar a Transferência de Tecnologia (TT) e garantir a Propriedade Intelectual (PI), de modo a gerar e agregar valor ao que fazem.

ComC&T: Qual o diferencial de um mestrado profissional em relação a um mestrado acadêmico?

Gláucio Ambos são stricto sensu, mas com uma diferença abismal. Nossos estudantes serão gestores de projetos cuja origem remonta seus ambientes de produção e deverão ser aprovados no meio para o qual a potencial solução foi gestada. Quando da defesa, o egresso MPInova encontrará em sua banca, além dos obrigatórios componentes, um Gestor, um Membro da Comunidade, um “Cliente”, que dirá: “Esse negócio que você fez aí presta... Ou não presta”. No primeiro caso, ele será aprovado. No segundo, tem seis meses para mostrar o resultado de sua pivotação. Traduzindo: terá mais cento e oitenta dias para transformar o aprendizado em implementação de verdade.

A versão acadêmica. É geralmente ancorada em perspectivas internas, nascidas quase que 100% dos/nos meandros das pesquisas de casa, que não necessariamente interpretam o Mundo real, mas o pensamento puramente acadêmico. É estritamente necessária, mas, para o atual contexto econômico do país, em que se busca soluções de curto/médio prazo, não podemos pensar em pesquisas “puras” como se fossemos primeiro Mundo! Precisamos urgente gerar empregos e renda.

ComC&T: Qual vai ser a relação entre o MPInova e a inPACTA?

Gláucio: Vou incrementar a pergunta. Qual a relação entre o MPInova e as incubadoras da UFRN? Começando pela inPACTA, que é uma inovadora de processos e não uma incubadora, será o laboratório das startups da UFRN e o centro em que os mestrandos mostrarão suas competências. Ou seja: todo mestrando será obrigado a gerenciar um projeto na inPACTA, de modo a mostrar que seu trabalho de dissertação gerará um MVP (Minimum Viable Product). Ou seja: a inPACTA será sua primeira empresa. Lá o mestrando encontrará e apoio de RH e gerenciará estudantes e professores em prol de sua “empresa”.

Sobre as outras incubadoras: a INOVA Metrópole, a Tecnatus e a BIO INOVA. O MPInova rodará também em cima deste ecossistema de inovação. Assim, é objetivo nosso criar agentes que entendam de inovação, empreendedorismo, criatividade e saibam se comportar sobre a Tríplice Hélice, aquela formada pelas academia/empresas/autarquias, a .EDU, .COM e .GOV. Essa galera formada no MPInova saberá trabalhar bem nosso sistema de incubação.

ComC&T: Que oportunidades um mestrado desse tipo pode proporcionar à longo prazo?

Gláucio: Criar Mercado e/ou criar núcleos de inovação no local onde trabalham, de modo a gerar cadeias de valor pungentes e tornar suas empresas mais competitivas, sejam estas públicas ou privadas.

ComC&T :O que se espera do aluno que concluir o curso?

Gláucio: Espera-se que este egresso saiba criar coisas escaláveis, replicáveis e sustentáveis. Ele ser capaz de influenciar, de modo perceptível, o contexto em que se encontra.

O MPInova é uma programa de Pós-Graduação vinculado à Escola de Ciências e Tecnologia (ECT-UFRN) e tem como Coordenador o Prof. Dr. Gláucio Brandão e como vice coordenadora, a Prof.ª. Drª Zulmara Carvalho.

Saiba mais sobre o Mestrado Profissional em Ciência, Tecnologia e Inovação ou acessar o edital visite o endereço.  https://sigaa.ufrn.br/sigaa/public/processo_seletivo/lista.jsf

ComC&T
Assessoria de Comunicação e Produtora de Conteúdo da Escola de Ciências e Tecnologia.