O auditório “F” da ECT sediou na manhã da quarta-feira, 25 de setembro, a conferência “Artificial Intelligence in CPS and IOT: Safety and Security Challenges, and Research Opportunities” (Inteligência Artificial em CPS e IOT, desafios de segurança, proteção e oportunidades de pesquisa, em tradução livre). A palestra foi promovida pelo Programa de Pós-Graduação em Engenharia Espacial (PPGEA) e ministrada pelo professor Henrique Madeira, do Departamento de Engenharia Informática da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, Portugal. Dentre os temas centrais discutido na ocasião,  estavam os estudos com foco na resolução de falhas e os principais desafios e oportunidades da pesquisa científica com foco na solução de falhas. 

No contexto da  importância de estudos focados na resolução de problemas, a fala do professor foi ilustrada com algumas possíveis alternativas, por exemplo, na área de injeção de falhas. Esse método busca inserir possíveis falhas no momento de criação de um sistema e monitorar seus efeitos. A implementação das falhas pode ser feita através do hardware, utilizando as técnicas de active probese socket insertion, ou por meio de um software e mecanismos time-out, exception/Trap e code insertion. 

A fundamental diferença entre “safety critical functions” e “non safety critical functions” (funções críticas de segurança e funções não críticas de segurança, em livre tradução) também foi discutida. Como o próprio nome sugere, as chamadas funções críticas de segurança são aquelas que implicam maiores riscos a quem as utiliza e, por esse motivo, precisam ser desenvolvidas sob um olhar mais crítico no aspecto de segurança. 

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Professor da Universidade de Coimbra - Henrique Madeira.

Dentre os exemplos citados pelo professor, estavam um robô capaz de realizar cirurgias e um outro que comandava um automóvel sem a necessidade de motorista. Já as funções não críticas de segurança, são características presentes em alguns softwares que, mesmo fazendo parte do cotidiano das pessoas, não oferecem riscos a sua segurança e integridade. Como exemplo ele falou dos assistentes pessoais que existem nos smartphones. A conferência contou ainda com vídeos explicativos e exemplos práticos que associavam conceitos teóricos ao cotidiano das pessoas.

Por meio da indagação “What is a software fault” (Qual a falha desse software?) foram apresentados diversos aspectos que incentivam a pesquisa voltada à solução de falhas e  um vídeo onde duas “asas” de um drone são cortadas, porém, por meio da Internet das coisas, ou simplesmente IoT, o aparelho é capaz de se manter voando.