Durante o período de 25 a 27 de setembro de 2018 ocorreu, na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), o Encontro Integrado dos Projetos de Ensino (EIPE), e dois projetos da ECT foram premiados, são eles: “Uso e desenvolvimento de ferramentas aplicadas a metodologias ativas em Computação Numérica”, que foi coordenado pelo professor Rex Antônio da Costa Medeiros, e o projeto “Ampliação do suporte aos discentes através de técnicas virtuais no ensino de Química na ECT”, coordenado pelo professor Filipe Martel Magalhães Borges. Nesta reportagem, conheceremos o projeto: Uso e desenvolvimento de ferramentas aplicadas a metodologias ativas em Computação Numérica.

Segundo o Professor Rex Antônio, o objetivo era que a monitoria o auxiliasse em um projeto de dois anos. No primeiro ano, os monitores dariam suporte na implementação de metodologias ativas no componente de Computação Numérica. “No primeiro ano nós desenvolvemos uma ferramenta chamada de Mini-Teste. Os monitores participaram ativamente do processo de utilizar a ferramenta em sala de aula. O Mini-Teste é a aplicação de testes rápidos e personalizados, uma espécie de quiz em que o professor disponibiliza uma questão curta e objetiva para o aluno responder no celular ou no papel e, dessa forma, ele consegue fazer uma compilação de quem acertou ou errou muito rapidamente”. O projeto desenvolvido findou num aplicativo para celulares em que os alunos conseguem acessar o site e resolver as questões personalizadas. Ainda que o aluno não tenha celular ou esteja sem conexão, existe a possibilidade para o professor de gerar as questões e imprimi-las, para assim entregar aos alunos.

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Professor Rex Antônio da Costa Medeiros, Coordenador do Projeto.

Existe um site próprio do Mini-Teste:https://miniteste.ect.ufrn.br/. O aplicativo e o site são conectados diretamente com o SIGAA, o que simplifica o acesso, e dá a possibilidade de outros professores também o usarem. Recentemente, o Mini-Teste foi inserido no Plano de Ação Trienal do Bacharelado de Ciência e Tecnologia, que é um plano para nortear as ações que buscam melhorar o curso.

Para o professor Rex, o Mini-Teste pode ser melhorado. O coordenador do projeto comentou: “O Multiprova vai incorporar o Mini-Teste. Nós esperamos que em um ano e meio tenhamos uma versão do Multiprova que já contenha o Mini-Teste. Dessa forma, será mais fácil para o professor poder gerar as questões e, lá mesmo, poder aplicar na forma de prova, seja ela de papel ou online. Essa é a evolução que o aplicativo ainda vai ter”.

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Exemplo de questão criada com o Mini-Teste.

Uma segunda ferramenta também foi desenvolvida no projeto vencedor, chamada “Aulas Invertidas”. A ideia era que os alunos tivessem guias e referências rápidas de todo conteúdo do curso na forma de resumo. Os monitores ficaram encarregados de produzir os resumos de toda a matéria da disciplina e colocarem em um ambiente virtual de aprendizagem (AVA). O objetivo era também incorporar as questões do Multiprova dentro dessa ferramenta, de modo que os alunos poderiam estudar e ler os resumos e, ao final, resolveriam as questões para verificar o aprendizado. Os monitores fizeram muito mais que apenas um resumo da teoria. Foram criados também gráficos e objetos utilizando o software GeoGebra. Além disso, ainda existem vídeos produzidos pelo professor com aulas expositivas sobre o conteúdo da disciplina. Um dos objetivos desse projeto é que num futuro próximo as listas de exercícios passem a ser desse formato, agregando resumos dos assuntos e questões personalizadas criadas pelo AVA.  

Existem vantagens para o professor adotar esse método, como, por exemplo, verificar quantos alunos acessaram, quantas vezes tentaram resolver os exercícios, porcentagem de acerto, entre outros.

Em relação a coordenar o projeto, o Professor Rex deu a seguinte declaração: “Foi uma delícia coordenar esse projeto pois eu trabalhei com o que eu gosto e a equipe de monitoria era totalmente capacitada, então a satisfação foi plena em desenvolver essas atividades”.

Para finalizar, o Professor disse: “O projeto representa uma forma diferente de ministrar uma aula em um curso de engenharia. Nós fugimos do modelo tradicional e oferecemos ao estudante uma opção de trabalhar o processo de ensino e aprendizagem de uma forma diferente. O objetivo da metodologia ativa é colocar o aluno no centro do processo, ou seja, ele será o principal responsável pela aprendizagem, o professor se colocará mais como um tutor. A ideia é que o aluno estude continuamente e não só próximo à prova. Esse é o ganho principal desse projeto e dessa metodologia”.

Conheça também o projeto de monitoria de Química geral clicando neste link: https://www.ect.ufrn.br/index.php/quimica-geral-no-youtube