O Programa de Pós-graduação em Ciência, Tecnologia e Inovação (PPgCTI) promove a atividade temática “Ecossistema em Jogo”, uma experiência interativa…
A discente Louisianne Paskalle Solano Maia, do Programa de Pós-Graduação em Ciência, Tecnologia e Inovação (PPgCTI), apresentou, nesta sexta-feira, o trabalho Inteligência artificial governável e políticas climáticas: governança informacional, controle de fontes e responsabilidade humana na administração pública, no 2° Encontro Científico de Pós-Graduandos da UFRN (ECPG).
O Encontro, promovido pela Associação de Pós-Graduandos da UFRN (APG/UFRN), aconteceu entre os dias 20 e 22 de maio no Anfiteatro A do Centro de Ciências Exatas e da Terra (CCET), com o tema O futuro da ciência e de quem a produz: entre cortes, disputas e desafios profissionais de mestres e doutores.
O estudo de Lousianne surge como resposta ao desafio proposto pelo 2° ECPG, voltado a soluções para a crise climática, e propõe um modelo de inteligência artificial governável para apoiar a Administração Pública na análise, fundamentação e elaboração assistida de atos administrativos. O trabalho foi desenvolvido sob orientação do professor Orivaldo Santana, da Escola de Ciências e Tecnologia (ECT), e coorientação da professora Anna Rodrigues, do Instituto de Metrópole Digital (IMD).

Segundo Louisianne, a ideia surgiu da sua atuação no Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN), lidando com atos administrativos, informações jurídicas e pareceres. “O incômodo inicial foi perceber que cada decisão pública envolve muitos documentos, normas, fontes e entendimentos, mas nem sempre o processo deixa claro o caminho do raciocínio que levou à decisão”, afirma.
A proposta pode apoiar órgãos públicos, inclusive ambientais, que lidam com processos complexos, estudos técnicos extensos, múltiplas normas e decisões de grande impacto social e climático. De acordo com a discente, a solução é escalável por possuir um núcleo fixo de governança e uma parte parametrizável para diferentes órgãos e áreas.
Os próximos passos da pesquisa incluem o desenvolvimento de um protótipo funcional, com requisitos já definidos, a ser elaborado com apoio da Incubadora de Processos Acadêmicos, Científicos, Tecnológicos e Aplicados (InPACTA), da ECT. A iniciativa permitirá testar a escalabilidade da solução em diferentes contextos da Administração Pública.