Inovação, colaboratividade e crescimento

Projeto de Extensão oferece a oportunidade de ajudar startups de alunos de mestrado do Programa de Pós-graduação em Ciências, Tecnologia e Inovação

Escrito por: Líria Paz | Publicado em: 8 de junho de 2021

O mundo das Startups pode ter parecido distante há alguns anos, mas é uma realidade cada vez mais inserida no cotidiano das pessoas. Segundo a Associação Brasileira de Startups (Abstartups), em 2019, o Brasil possuía 12.727 empresas, número que mostra um crescimento expressivo em comparação com anos anteriores. Com isso, a Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN, através da Escola de Ciências e Tecnologia – ECT, traz uma proposta de parceria que ajuda a desenvolver as etapas tecnológicas dessas startups, o ProgramAção: ações para o desenvolvimento de sistemas inovadores.

Esse Projeto de Extensão foi pensado como uma iniciativa de colaboração entre alunos do Programa de Pós-graduação em Ciências, Tecnologia e Inovação – PPgCTI e estudantes da Escola de Ciências e Tecnologia – ECT, através do professor Orivaldo Santana – ECT/UFRN. A proposta surgiu em 2019, a partir de resultados positivos dessa troca de conhecimento que o incentivaram a ampliá-lo e formalizá-lo já em 2021. Seu objetivo é apoiar as startups dos estudantes da pós-graduação para que essas se tornem fortes no mercado e mantenham o vínculo com o projeto. 

Hoje a ação se apresenta com foco no desenvolvimento de sistemas computacionais que têm como objetivo principal o empreendedorismo social – o tipo de empreendedorismo que busca soluções efetivas para problemas sociais -, além  de soluções desenvolvidas para a UFRN que possam dar suporte, também, à comunidade externa. As inspirações surgiram a partir de duas aplicações  desenvolvidas antes do início do projeto. Uma aplicação desenvolvida pela Conecta Mapa para contribuir com o combate à seca no RN. A outra é a Plataforma LoP, liderada pelo professor Igor Rosberg – ECT e que atua não somente na UFRN, mas também na UFPB e UFRB. 

Estruturação

Nesta fase inicial, cerca de 16 pessoas estão envolvidas, dentre elas, seis alunos da graduação, quatro estudantes do PPgCTI e seis professores PPgCTI/ECT. Atualmente, dois projetos estão sendo apoiados pelo ProgramAção, sendo eles o DataView, representado por Luana Fernandes, e o projeto LEVES/UFRN liderado por Jéssica, ambas do PPgCTI.

Yuri Soares, designer e mestrando do PPgCTI, que ajuda com a gestão do projeto, conta como funciona a estruturação: “A ideia não é ter uma avaliação, ou separar as pessoas, é oportunizar mesmo. É trazer oportunidade para quem quer e tornar mais relevante ainda o próprio curso de CeT”, explicou. Cada aluno é destinado a atuar na área de seu interesse e, a partir daí, tem a oportunidade de aprender mais sobre outras etapas a depender das necessidades do projeto. Essa é uma característica da Jornada de Aprendizagem, um guia para que os estudantes possam desenvolver seus interesses.

Embora esteja sendo desenvolvido pensando em uma expansão futura, atualmente a demanda ainda não é para empresas que atuam fora da Universidade, mas que estejam situadas no mestrado. Então, por enquanto não há processos seletivos que levem à participação dos estudantes, mas sim um contato mais orgânico com esses discentes, através do coordenador Orivaldo Santana. 

Se você se interessa por programação, design e outras áreas da tecnologia, o ProgramAção pode ser seu espaço de crescimento profissional e intelectual. Dessa forma, os estudantes, tanto da pós-graduação, quanto da graduação, podem crescer juntos buscando alternativas para resolver problemas reais na sociedade. 

Experiências Inovadoras

O líder da Conecta Mapa, Darllin Araújo – mestrando do PPgCTI – explica como foi sua participação. “O projeto foi o gatilho da passagem da teoria à prática que meu projeto do Mestrado Profissional em Ciência, Tecnologia e Inovação obteve durante toda a parte de validação da solução.” Disse, ainda, que o projeto foi fundamental para concretizar suas ideias e levá-las à prática em termos computacionais. “Um projeto de extensão como o ProgramAção, se faz necessário uma vez que todos os mestrandos, de diferentes áreas do conhecimento, precisam de apoio técnico em diversas tecnologias. Parabenizo e agradeço o apoio do professor Orivaldo e dos discentes Victor e Maurício que me apoiaram em minha primeira solução inovadora através deste projeto de extensão.”, finalizou.

Jéssica Carolina também contou sua experiência enquanto participante dessa colaboração. “Tem sido uma troca bem bacana de experiências entre docentes, discentes do PPgCTI e discentes da graduação, e eu acredito que a UFRN tenha muito a ganhar com tudo isso.”, disse. Sua pesquisa, apresentada anteriormente, é o LEVES – Levantamento de Emoções e Sentimentos no Trabalho RN, que tem como objetivo o desenvolvimento de uma ferramenta de rastreamento precoce de transtornos mentais entre os servidores da UFRN. “Agradeço muito aos docentes do PPgCTI e à PROEX  pelo apoio a esse projeto que tem um potencial enorme de promover a colaboração, inovação e transformação social.”, concluiu.

Próximos passos

Com o sucesso e a possibilidade de expansão do projeto, a intenção é levá-lo para fora da Universidade, agregar parceiros, estudantes e professores. Não só isso, mas transformar esse modelo de colaboração em algo concreto e entregá-la ao mercado. Além de capacitar mais pessoas, é possível pensar na publicação de artigos e patentes. “À medida que esses processos de gestão ficaram mais estruturados, vamos tentar crescer cada vez mais esse apoio aos estudantes do mestrado e aos seus projetos de sistemas inovadores.”, explicou Orivaldo Santana.

Essa é uma excelente oportunidade para crescer em um ambiente de inovação e desenvolver habilidades que, normalmente, não são vistas com tanta prática na academia. “Com o avançar deste projeto, creio que teremos um ambiente bem interessante de aplicação e amadurecimento de muitos conhecimentos vistos em componentes curriculares da graduação e também o desenvolvimento de habilidades fundamentais para a formação profissional destes estudantes.”, concluiu.


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