Entre os dias 15 e 17 de junho, o Laboratório de Soluções Ambientais da Escola de Ciências e Tecnologia (Lasa/ECT) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em parceria com o Serviço Geológico do Brasil (SGB), realizou o curso de extensão intitulado “Cadastramento de Poços Tubulares e o SIAGAS do Serviço Geológico do Brasil na Gestão de Recursos Hídricos”.
As aulas foram ministradas pelo pesquisador em Geociências do SGB, Mickaelon Belchior Vasconcelos e reuniram mais de 100 participantes, entre estudantes da ECT, alunos de outros cursos e representantes de diferentes instituições. A capacitação abordou aspectos teóricos e práticos da gestão dos recursos hídricos subterrâneos, com foco no cadastramento de poços tubulares e na utilização do Sistema de Informações de Águas Subterrâneas (SIAGAS) enquanto ferramenta de registro, consulta e integração de dados.
Além da formação técnica, a iniciativa teve como um de seus principais objetivos democratizar o acesso às informações produzidas pelo Serviço Geológico do Brasil, instituição que investe continuamente na promoção de conhecimento sobre as águas subterrâneas brasileiras, um recurso natural essencial para a população.
De acordo com a professora da ECT e pesquisadora do Lasa, Paula Stein, compreender a ocorrência, circulação, qualidade e os fatores que influenciam a disponibilidade desse recurso é fundamental para promover uma gestão sustentável dos recursos hídricos. Além disso, o curso também aproxima os estudantes das ferramentas e informações utilizadas na gestão hídrica, contribuindo para a formação de uma cultura voltada à sustentabilidade no planejamento e na execução de projetos.
“Para o Lasa, essa parceria representa uma importante oportunidade de ampliar o desenvolvimento de projetos de pesquisa, fortalecer a formação de recursos humanos qualificados e expandir as ações de difusão do conhecimento. Ao aproximar universidade e instituições públicas, iniciativas como essa contribuem para formar profissionais mais preparados para enfrentar os desafios relacionados à gestão sustentável das águas subterrâneas”, conclui a professora.