A Secretaria de Inclusão e Acessibilidade (SIA) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), está com inscrições abertas…
No mês de agosto a Escola de Ciências e Tecnologia (ECT), deu as boas vindas ao supercomputador Guaraci, o novo equipamento que promete ampliar a capacidade computacional e tecnológica da ECT. A aquisição do supercomputador se deu através do AvançaTech, projeto apoiado pela Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) em 2023.
Um dos objetivos do projeto é a criação de uma infraestrutura robusta para pesquisa e desenvolvimento tecnológico em um ambiente de colaboração interdisciplinar, a partir do estabelecimento de um polo de transformação digital e inovação focado em realidade estendida, manufatura avançada e computação especializada. Além da ECT, compõem o projeto o Instituto Metrópole Digital (IMD), Centro de Tecnologia (CT) e o Departamento de Enfermagem (DENF).
O professor da ECT e subcoordenador do projeto, Leonardo Almeida ressalta sobre a importância do trabalho em conjunto para o desenvolvimento da ciência. “A união dos quatro centros cria um ecossistema perfeito, essa parceria otimiza os recursos investidos na UFRN e promove um cruzamento de ideias. É essa integração que potencializa a nossa produção científica a nível internacional.”
As unidades parceiras do projeto têm trabalhado ativamente na preparação de demandas de pesquisa. O time de Astrofísica e Exoplanetologia (Titan) vem trabalhando na elaboração de códigos e ambientes para simulações avançadas em Astrofísica. Já o Cometa Nordestino está desenvolvendo simuladores didáticos e modelagem de ambientes em realidade virtual.
Criação de um polo de alta tecnologia
Atualmente, a ECT está na fase final da estruturação física do laboratório de computação de alto desempenho, o início das operações estão programadas para outubro de 2026. Além do espaço com o supercomputador, a ECT conta com dez estações de trabalho de alta capacidade para os alunos trabalharem e aperfeiçoarem seus projetos.

O supercomputador é uma máquina que processa dados em alta velocidade, interligando diversos processadores que trabalham em paralelo.
Segundo o prof. Leonardo, a nova infraestrutura permitirá dar continuidade a atividades que exigem maior capacidade computacional. “Havia um gargalo computacional significativo. No Titan, tínhamos simulações complexas de evolução estelar e análise de curvas de luz de sistemas binários massivos que estavam limitadas pela infraestrutura anterior. Além disso, a criação de ambientes virtuais complexos e a renderização de dados astronômicos em 3D para o Cometa Nordestino ganharão tração imediata.”
Para Kaline Viana, diretora da ECT e pesquisadora do projeto, as possibilidades de pesquisas de alto desempenho abrangem todos os alunos. “Estudantes da graduação e também da pós-graduação poderão ter contato direto com tecnologias de computação de alto desempenho, inteligência artificial, análise de dados e simulação computacional, uma experiência que contribui para uma formação científica e tecnológica mais atualizada e alinhada às demandas da sociedade e do mercado.”
A expectativa é que o equipamento produza um impacto significativo na produção científica da ECT, possibilitando a realização de pesquisas mais abrangentes, complexas e inovadoras, favorecendo a submissão de novos projetos a agências de fomento.