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A Escola de Ciências e Tecnologia (ECT/UFRN) deu início ao projeto de extensão As Águas Subterrâneas e a Potencialização do Aproveitamento dos Recursos Hídricos no Geoparque Seridó/RN, sob coordenação da professora Vera Lúcia Lopes de Castro, com a realização de visita técnica ao Geoparque Seridó. A viagem ocorreu na sexta-feira, 13, e a equipe visitou o geossítio Lagoa do Santo, em Currais Novos/RN.
O projeto busca difundir conhecimento para a população nas comunidades de Totoró, Quandu, Mirador e Trangola, localizadas no município de Currais Novos, acerca das águas subterrâneas da região. A ação contou com a participação de alunos do Programa de Pós-graduação em Engenharia Civil e Ambiental (PPCivam/UFRN) e estudantes da ECT vinculados ao Laboratório de Soluções Ambientais (Lasa/ECT).
Durante a visita, a equipe coletou amostras de solo e água do local, fez caracterização dos aspectos geomorfológicos e ambientais da área, além de imagens para estudos da área feitas a partir do sobrevoo de drone. Outras atividades do cronograma também foram desenvolvidas, como aplicação de questionários para os proprietários de poços tubulares e a sistematização de dados coletados em campo.
Segundo Vera, uma das fases importantes do projeto envolve o estudo da relação entre as águas superficiais presentes no geossítio com as águas subterrâneas, com poços de 50 a 60 metros de profundidade. “Queremos ver e diagnosticar a relação entre esses sistemas hídricos, e assim poder orientar os usuários dessas águas em relação a sua captação, uso e como fazer uma gestão para a sustentabilidade hídrica desses recursos”, afirma a professora.
A professora Paula Stein, que atua junto com ao Lasa, destacou os projetos de pesquisa que estão sendo realizados no Geoparque, e com os estudos em campo, espera-se que a equipe tenha uma compreensão maior sobre as águas. “A região do Geoparque Seridó tem diversos atrativos amplamente divulgados, mas quando se pensa na questão hídrica apenas a escassez desse recurso é ressaltada. O clima e a geologia não favorecem o acúmulo de águas subterrâneas, mas em alguns locais ela ocorre. Estamos buscando entender essas ocorrências e valorizar esse bem tão valioso para a população”, complementou.
Após o estudo de campo, as amostras de água e solo serão analisadas para descobrir a concentração de matéria orgânica e estabelecer uma base de conhecimento mínimo acerca dos corpos d’água, a fim de proporcionar o uso seguro dos poços pelos moradores na realização de tarefas básicas e essenciais.
Para saber mais sobre o projeto de águas subterrâneas, consulte a página de projetos de extensão no sigaa.