Rede de cooperação entre instituições de ensino pretende reduzir impactos de mudanças climáticas no RN

Projeto da ECT visa atuar nas comunidades vulneráveis mais afetadas pelas mudanças no clima e também naquelas de potencial vulnerabilidade.

Escrito por: Francisca Pires | Publicado em: 7 de dezembro de 2021

O Brasil possui uma extensa área susceptível à desertificação, dentre as quais destaca-se a região semiárida do Estado do Rio Grande do Norte, com uma extensão de mais de 93% do território potiguar. Apesar deste fato, o Estado ainda é carente de um sistema articulado que responda de forma ativa e participativa às vulnerabilidades associadas às mudanças do clima. O projeto de extensão “Enfrentamento das Mudanças Climáticas no Rio Grande do Norte – Preâmbulos da Implantação de uma Rede Colaborativa” surge, portanto, como uma alternativa para implantação de uma rede cooperativa que atua na redução dos danos causados pelas mudanças climáticas no Estado com a participação de Instituições de Ensino Superior Públicas e Privadas.

Coordenado pela docente Luciana Lucena, da Escola de Ciências e Tecnologia, a ação tem como público alvo, neste primeiro ano,  docentes e pesquisadores de Instituições de Ensino Superior no Estado (UFRN, UERN, IFRN, UFERSA), envolvidos com temas relacionados às mudanças climáticas. Participam ainda do projeto Douglas do Nascimento (ECT), Zulmara Carvalho (ECT), Vera Castro (ECT), Kelly Rodrigues (ECT), Herculana Torres (ECT), Kellen Lima (ECT), André Toledo (IFRN), Lidia Souza (discente do PPGCEP/UFRN) e Sunzy Gomes (graduanda em Geologia).

Segundo a professora Luciana, em 2019, uma aluna fez uma pesquisa para sua dissertação na indústria ceramista em Parelhas e ouviu várias queixas de pequenos empresários sobre a falta de um retorno das pesquisas desenvolvidas pelas Instituições de Ensino Superior para a comunidade local. Esse fato trouxe uma reflexão acerca do papel das universidades junto às comunidades. No ano seguinte, em 2020, já com a pandemia e a vida remota, a professora teve a oportunidade de fazer um treinamento oferecido por uma ONG internacional, com a participação de outros profissionais do Rio Grande do Norte. Entre as discussões, surgiu a ideia de mapear iniciativas relacionadas ao tema das mudanças climáticas no Estado.

“Com a oportunidade de realizar projetos de extensão via PROEX, a ideia de um mapeamento de iniciativas e a necessidade de dar respostas à sociedade, surgiu a oportunidade perfeita de concretizar a proposta deste projeto”, explica. O objetivo da ação ao final deste ano é ter, a partir das reflexões provocadas pelo estudo, um esboço da Rede, cujas características, implementação e primeiras ações devem ser executadas ao longo de 2022, com a continuidade do projeto.

A docente explica que os mecanismos de mitigação e adaptação às mudanças do clima são complexos e envolvem áreas de conhecimento diversas. Nem sempre essas áreas conversam entre si e as ações são feitas individualmente. O ideal, na verdade, seria agir coletivamente, de forma a fornecer aquelas respostas cobradas pelas nossas pesquisas de forma mais efetiva.  Por outro lado, o atual cenário social também é complicado para o desenvolvimento de pesquisas e projetos de extensão, pois os recursos são escassos, trazendo assim a necessidade de pensar em ações coletivas e estratégicas.

“Precisamos nos adaptar diante dos atuais cenários social e econômico e precisamos modificar nossa forma de agir e de trabalhar o conhecimento”, explica.  Para ela, hoje o compartilhamento de conhecimento é importante e exige uma atuação de forma colaborativa e interdisciplinar, daí surge a ideia de formar uma rede colaborativa, onde seja possível atuar de uma forma dinâmica, interconectada e aberta a inovações de forma mais equilibrada.  

Durante o último ano foram mapeados projetos de pesquisa, ensino e extensão em diferentes áreas de conhecimento que estavam sendo realizados nas diversas Instituições de Ensino Superior do Estado – direta ou indiretamente – relacionados às questões climáticas. “Realizamos busca nos sítios institucionais, diretórios de grupos de pesquisa e sistemas do Ministério da Educação. Também entramos em contato com pesquisadores que já trabalham com o assunto, mas não foram identificados dentro das palavras-chave utilizadas nos nossos mecanismos de busca”, conta Luciana. Esses projetos, portanto, estão hoje georreferenciados. Com base no contato com profissionais e cursos identificados na etapa de mapeamento, mediante adesão, o projeto foi finalizado com uma reunião de discussão para formação da Rede Colaborativa para Enfrentamento às Mudanças do Clima no RN. 

O encontro teve a participação de 15 dos 25 pesquisadores de diferentes instituições que demonstraram interesse e ocorreu na última segunda-feira, 06 de dezembro, em formato virtual. O grupo agora vai focar na constituição dessa rede, nas questões referentes à denominação e desenvolvimento de uma plataforma, que está prevista para lançamento no segundo semestre de 2022. Com a continuidade do projeto, Luciana espera que a Rede possua capilaridade suficiente para propiciar um impacto social significativo no desenvolvimento de projetos comuns de extensão junto à comunidade, uma vez que promoverá uma maior disseminação e compartilhamento de conhecimento entre as Instituições de Ensino no Estado.


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