Seis projetos do PPgCTI foram aprovados no edital Catalisa ICT

Todas as pesquisas aprovadas no programa têm foco em Inovação e sustentabilidade.

Escrito por: Francisca Pires | Publicado em: 26 de março de 2021

“É muito bom ver que nossa ideia está sendo entendida e valorizada pela comunidade!”. Esse é o sentimento, representado pela fala da pesquisadora Jéssica Carolina, dos mestrandos aprovados no edital Catalisa ICT. Projetos sustentáveis, visionários e inovadores compõem a representativa lista de aprovações que entraram, na última sexta-feira (19), para coleção do  Programa de Pós-Graduação em Ciências, Tecnologia e Inovação (PPgCTI).

Sobre o programa: 

O programa do SEBRAE, Catalisa ICT, tem como objetivo acelerar o processo de inovação em empresas, governo, academia e sociedade, ampliando as trocas de conhecimento de modo digital, democrático e escalável. No PPgCTI, os projetos aprovados estão vinculados aos professores Ádley, Efrain e João Alchieri e seus orientandos. 

O docente Ádley Lima explica que o edital Catalisa ICT é um diferencial, pois, representa uma possibilidade real de financiamento para os projetos, incentivando assim, a criação de startups já com um aporte financeiro para viabilizar o início do novo negócio. Segundo ele, as pesquisas aprovadas podem impactar muito socialmente, oferecendo novas soluções para problemas e dores existentes, presentes no mercado e que refletem na sociedade.

Já para o PPgCTI, as aprovações constituem uma grande vitória. “Foi ótimo para o nosso programa, pois demonstrou a grande capacidade de inovação e empreendedorismo científico de discentes e docentes, com foco em transformar boas ideias em produtos e serviços que possam atender bem a sociedade.” comemora o professor Ádley.

O que dizem os aprovados: 

Jéssica Carolina, autora do projeto ‘Levantamento de emoções e sentimentos no trabalho RN’ que abriu esta reportagem, conta que a aprovação no catalisa representa um ânimo maior para seguir em frente. “É muito bom ver que nossa ideia está sendo entendida e valorizada pela comunidade!” comemora. Sua pesquisa está voltada para o desenvolvimento de uma ferramenta chamada LEVES e o grande objetivo é  melhorar a qualidade de vida no trabalho através do rastreamento precoce de transtornos mentais. 

A ideia surgiu a partir da experiência prática de Jéssica como servidora da UFRN. “Eu trabalho na Diretoria de Qualidade de Vida, Saúde e Segurança no Trabalho (DAS), unidade da UFRN responsável pela promoção da saúde dos servidores e estudantes prioritários da instituição, e o que tenho percebido é um crescimento exponencial na busca por ajuda psicológica e psiquiátrica” explica.

A grande questão, segundo a pesquisadora, é que muitas das pessoas só chegam até o atendimento do DAS quando já estão numa situação de grande sofrimento e comprometimento da saúde mental. No entanto, enquanto unidade de promoção da saúde, o objetivo principal é atuar na prevenção desse adoecimento, poupando o indivíduo de todo esse processo de sofrimento. Nesse contexto, com a implementação do LEVES, a instituição vai ter condições de fazer esse trabalho de prevenção, pois saberá onde e quando atuar para prevenir o adoecimento.

“Neste momento já estamos trabalhando no desenvolvimento da ferramenta. Nossa equipe conta com a orientação do professor Efrain Pantaleón Matamoros e do professor Orivaldo Santana, além da contribuição inestimável dos estudantes de CeT Matheus Cortez, Rafael Franco,  Samuel Felipe e José Victor, e do colega do PPgCTI Francisco Anderson.” conta Jéssica sobre os próximos passos da pesquisa. 

João Victor, autor do projeto sobre Chatbot para RH, afirma que pretende abraçar a oportunidade e aproveitar tudo que o programa CATALISA pode oferecer e aplicar no seu projeto  que consiste em desenvolver uma ferramenta que possa auxiliar os profissionais de RH com otimização do processo de seleção e recrutamento realizado via chat bot.

“Essa ideia surgiu depois que percebemos que os profissionais de seleção de RH aproveitam apenas 20% do currículos segundo pesquisa da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH).” conta o pesquisador. João explica que, na grande maioria das vezes, o RH ainda está delegado à função de “antropólogo” analisando às vezes até 1000 CVs por mês e com a criação da ferramenta, ele pretende  diminuir o tempo de leitura de currículo para o profissional de recrutamento, assim, consequentemente diminuir o uso de currículo impresso.

A pesquisa do mestrando Francemberg, também aprovada no edital, tem como objetivo desenvolver uma metodologia eco inovadora para empresas, visando a redução dos custos no processo produtivo através da implementação de soluções que são ambientalmente adequadas, podendo subsidiar as empresas nas tomadas de decisões que minimizem os impactos negativos e maximizem as ações positivas, contribuindo com o desenvolvimento sustentável e diferencial competitivo do negócio. O projeto desenvolvido por ele é intitulado “Ecoinbusness- Soluções eco inovadoras para o seu negócio”.

“A sustentabilidade é fundamental, tanto para as necessidades presente quanto futura, principalmente no momento atual onde muitos negócios estão tendo que se reinventar, é com esse pensamento que pretendemos impactar positivamente a sociedade, por meio de ações que reduzam o consumo energético, as emissões de poluentes, a quantidade de resíduos gerados, envolvendo a comunidade e colaboradores das empresas para que a maior quantidade possível de pessoas sejam parte impactadas, por meio da educação ambiental ou inserção nas atividades relacionadas diretamente na metodologia.” explica o mestrando. 

Ainda falando de sustentabilidade, o projeto de pesquisa “TATA: Filtro à base de biomassa vegetal biodegradável com monitoramento remoto do tratamento e reutilização de água residuária industrial” também foi aprovado no edital catalisa ICT e é de autoria da mestranda Ana Keila. O objetivo da pesquisa é desenvolver um produto à base de uma biomassa vegetal biodegradável para o tratamento de efluente industrial

Segundo Ana, a ideia vem da análise do nosso cenário atual: populações crescendo, urbanização das cidades, industrialização em alta, mais poluentes gerados e com isso, maior impacto ambiental. Diante disso tudo, tratar os efluentes industriais e reutilizar esta água residual que seria perdida tornou-se uma necessidade. Aliar uma matéria-prima natural para fazer este tratamento faz com que o projeto seja de baixo custo, inovador e eco-compatível.

O aumento da produção de biocombustíveis, em função da política de baixo carbono implementada pelo Governo Federal, estabelece um percentual de biodiesel no diesel. Esse aumento na demanda de biodiesel gerou um crescimento na produção de seu efluente residual. Esse resíduo não é tratado em função do alto custo de seu tratamento, permanecendo estocado nas empresas, trazendo riscos de vazamentos além de outros problemas ambientais. O projeto tratará o efluente contaminado possibilitando a sua reutilização nas empresas e seu descarte na rede de esgotamento sanitário reduzindo custos econômicos e ambientais. 

“A motivação ao concorrer ao Catalisa está em acessar a expertise do SEBRAE para realizar a transferência de tecnologia da academia para o mercado, aprendendo a adaptar o projeto com o olhar do mercado, conseguir acesso à investimentos, incubadoras e aceleradoras fora do ambiente da UFRN. ” comemora a mestranda ao ser aprovada no edital.

Por fim, a pesquisa do mestrando Mirko Lamberti, intitulada “DIDABOT: Serviço a suporte de professores, tutores e alunos em plataformas de EAD” foi pensada com objetivo dúplice: reduzir o tempo dedicado a atividades rotineiras pelos professores em plataformas EAD e combater a evasão dos alunos nos cursos fornecidos através desta modalidade.

“A ideia surgiu com base na minha experiência pessoal de professor, de observações e enquetes feitas com outros professores e profissionais da área. Participou e passou do Edital de Inovação da Indústria 2018.2 com o nome TutorBot. Pretendo melhorar as conexões e comportamento entre alunos e professores em plataformas EAD.” finaliza Mirko. 

Próximos passos:

O programa Catalisa ICT é dividido em algumas etapas. Dentre elas pode-se citar: Mobilizar para inovar; Aprender e Estruturar; Desenvolver e Testar; Inovar e Escalar. Para cada etapa há um edital específico. As pesquisas aqui citadas nesta matéria, foram selecionadas para a etapa “Aprender e Estruturar”, na qual terão capacitações on-line e irão elaborar o plano de inovação com base na pesquisa. Após esse período de capacitações, os pesquisadores terão como produto um plano de inovação que poderá ser submetido a um novo edital específico.

Para mais informações, acesse: 

https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/catalisa/ictedital


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