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A Startup Emotech, vinculada à Escola de Ciências e Tecnologia (ECT/UFRN), marcou presença no South Summit Brazil, um dos maiores encontros de inovação, tecnologia e empreendedorismo da América Latina, realizado em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, entre os dias 25 e 27 de março. A participação aproximou a equipe do ecossistema de empreendedorismo nacional e permitiu o networking com investidores, pesquisadores e empresas do setor.
Durante o evento, foram realizadas visitas técnicas a diferentes hubs de inovação, como o Conectar Hub, o Formô Hub e o Parque Científico e Tecnológico da PUCRS (Tecnopuc), que proporcionaram à equipe uma visão ampliada sobre o papel dos ecossistemas colaborativos no desenvolvimento de soluções. A viagem fez parte da premiação do Programa Supernova, iniciativa do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) que estimula estudantes a desenvolverem soluções inovadoras, cuja Emotech foi a grande vencedora da edição de 2025 com o projeto Semáforo Emocional.
Criado para facilitar a comunicação de alunos autistas não verbais, inspirado a partir das vivências de uma criança autista não verbal, o Semáforo Emocional, crachá inteligente de comunicação alternativa, busca oferecer uma ferramenta acessível ao ambiente escolar. O dispositivo possui botões de resposta simples e um sistema de registro das interações ao longo do dia, gerando relatórios que auxiliam professores e profissionais de saúde no acompanhamento psicológico e psiquiátrico dos estudantes.
“A Emotech surge com o propósito de desenvolver tecnologias sociais voltadas à saúde, ao bem-estar e à inclusão. Acreditamos que a tecnologia pode e deve ser utilizada para promover dignidade e conectar pessoas”, afirma Danilo Kennedy, aluno do curso de Ciências e Tecnologia e presidente da empresa. Segundo ele, a criação do grupo está diretamente ligada ao desenvolvimento do projeto. “Percebemos uma afinidade com soluções na área da saúde. A partir disso, surgiu a ideia de criar um hub de tecnologias multimodais, tendo o Semáforo Emocional como ponto de partida”, complementa o discente.
Sobre os próximos passos, a equipe pretende avançar no desenvolvimento da solução. “Buscamos chegar à segunda fase do programa Centelha, estabelecer novas parcerias e dar continuidade às pesquisas para viabilizar a aplicação prática da solução em ambientes reais”, explica Danilo. Atualmente, o projeto está em fase de ideação, com um protótipo funcional que demonstra o conceito. O objetivo é desenvolver um MVP e testá-lo, para avaliar seu funcionamento na prática.
A trajetória da Emotech também contou com o apoio da Incubadora de Processos Acadêmicos, Científicos, Tecnológicos e Aplicados da ECT/UFRN, a Inpacta. De acordo com Orivaldo Santana, Gerente Operacional da Incubadora, o suporte começou ainda nas ações de incentivo ao empreendedorismo dentro da universidade. “Tudo começou com o projeto Conexão Empreendedora, que buscava identificar alunos com ideias e oferecer apoio para transformá-las em negócios”, relata. Ele destaca que o acompanhamento vai além da orientação técnica e acrescenta que a Inpacta busca oferecer um ambiente de acolhimento, ajudando os estudantes a superar desafios e amadurecer suas propostas.