Startup do PPgCTI está entre os vencedores do Capital Empreendedor 2021

O empreendedorismo científico da UFRN vence mais uma vez com o Faceponto entre as cinco melhores empresas no programa do SEBRAE.

Escrito por: Camila Pinto | Publicado em: 10 de dezembro de 2021

Nos dias 25 e 26 de novembro, ocorreu a última fase do Capital Empreendedor, programa organizado pelo SEBRAE que tem como objetivo orientar e auxiliar startups de todo o país no contato com investidores. E a UFRN estava lá, representada pelo Faceponto, projeto científico-empreendedor, desenvolvido no Programa de Pós-Graduação de Ciência, Tecnologia e Inovação (PPgCTI) pelo mestrando Cássio Leandro e que atua no gerenciamento de jornada de trabalho através de Inteligência Artificial. A startup ficou entre as cinco melhores empresas da edição, sendo ainda a primeira, na história do evento, a fazer negócio no dia “D” do Circuito de Investimento. 

“Somos atrevidos. Entramos para a história”, comemorou Cássio em seu perfil no Instagram ao falar sobre a mais recente conquista. E de fato, o Faceponto está fazendo história. 

Cássio no palco do Capital Empreendedor 2021. Fonte: Arquivo Pessoal

Desde a sua criação em 2018, a startup vem crescendo e se destacando nacionalmente. São mais de 400 empresas de pequeno e grande porte, que utilizam o Faceponto no registro da frequência de seus funcionários e na otimização das demandas de jornada de trabalho, dentro e fora do estado. Além da participação e do reconhecimento em diversos editais e programas nacionais para captação de investimento e clientes. 

O Faceponto decolou e todo esse trabalho é fruto de um projeto que une ciência e empreendedorismo através da formação acadêmica e científica no PPgCTI. O sucesso da startup é a validação de um projeto interdisciplinar que visa difundir a ciência empreendedora na solução de problemas mercadológicos, organizacionais e sociais, formando profissionais qualificados na área da Ciência, da Tecnologia e da Inovação e promovendo conhecimento. 

Conhecendo o Faceponto e a sua trajetória

Idealizado em 2018 pelo advogado Cássio Leandro, o Faceponto surgiu como uma solução para a alta demanda de questões relacionadas à jornada de trabalho, observadas em empresas para as quais ele trabalhava. O objetivo era otimizar o gerenciamento dessas tarefas por meio da tecnologia, promovendo uma maior transparência entre funcionário e empregador, além de segurança jurídica nessas empresas. Junto com o sócio Aquiles Burlamaqui, professor da Escola de Ciência e Tecnologia da UFRN, Cássio desenvolveu o projeto e o submeteu no Mestrado Profissional em Ciência, Tecnologia e Inovação (MPI) do PPgCTI em 2019. 

O Faceponto é um software de gerenciamento e controle da jornada de trabalho baseado em inteligência artificial, que incorpora à rotina da empresa a Inteligência de Negócios, ou Business Inteligence. Com o reconhecimento facial e o georreferenciamento, que facilita a verificação do ponto funcionário, o sistema é capaz de coletar, em tempo real, dados que são triviais para a empresa. O que torna a gestão desses dados mais prática e segura e diminui as demandas trabalhistas desse setor. 

Em três anos, a startup cresceu rapidamente e se destacou não apenas em nível local e regional, como também nacional. Seja entre os clientes, que vão de empresas de pequeno a grande porte, seja entre investidores e programas de investimento dos quais participou. Em agosto de 2020, o Faceponto foi selecionado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) para participar do Programa MCTI SOFTEX. No mesmo ano, em dezembro, ficou entre os finalistas do Programa de Inteligência Artificial e Inovação, também do MCTI. Já este ano, além do Capital Empreendedor 2021, foi selecionado para o Startup Invest Summit 2021, em outubro, e participou de outros editais e seleções que trouxeram inúmeras conquistas para a startup. 

O empreendedorismo-científico no PPgCTI

Como projeto MPI e sob orientação do professor Aquiles, a startup Faceponto teve toda a parte científica e de processo, desenvolvida junto com o PPgCTI e a Incubadora de Processos Acadêmicos, Científicos e Tecnológicos Aplicados (inPACTA), vinculada a Escola de Ciência e Tecnologia (ECT) da UFRN. É nela que ocorre a validação da proposta de valor das pesquisas científico-empreendedoras do programa de pós-graduação, com o Estágio Gestor, atividade obrigatória para a formação dos alunos. 

Para Cassio, o PPgCTI foi muito importante no desenvolvimento do Faceponto, devido às metodologias e processos de inovação nas disciplinas ministradas pelos professores do curso e pela troca de experiência com outros projetos. “O intercâmbio tecnológico que há dentro do projeto é fantástico”, pontua o CEO do Faceponto, acrescentando que as mentorias feitas pelos professores com larga experiência ajudam de maneira peculiar. O desenvolvimento tecnológico da startup teve ajuda e críticas positivas para que se tornasse uma plataforma muito mais ampla e completa, abraçando outros vieses de negócios do quais ele não tinha visão até então. 

Sobre o Capital Empreendedor

O Capital Empreendedor é uma iniciativa do SEBRAE que tem como objetivo orientar e capacitar fundadores e gestores de startups de todo o país para o contato com investimentos de risco, entre os quais estão as instituições de fomento, os investidores anjo, as aceleradoras, as plataformas de crowdfundings e os fundos de investimento. O programa, cujo a edição 2021 teve início em maio e contou com 956 empresas inscritas, é dividido em cinco etapas: lançamento do projeto, workshop de empreendedores, oficinas de pitch, mentorias e circuito de investimento. 

É nessa última fase em que os empreendedores selecionados ao longo do programa, entram em contato com os investidores para apresentar seus projetos, criar networking e fazer negócios. Em quatro edições do Capital Empreendedor, essa foi a primeira vez que uma startup conseguiu receber investimento no dia em que ocorreu o evento. Feito alcançado pelo Faceponto.  

Estar no Top 5 das melhores startups do país, após concorrer com outras 956, é “a coroação de ano incrível com vários prêmios, investimentos e reconhecimento”, afirma Cássio. Além de trazer reconhecimento para o Rio Grande do Norte e para UFRN, que vêm se consolidando como universidade empreendedora. 

Ao final do programa, ainda é oferecido apoio técnico e monitoramento dos projetos, com o acompanhamento especializado na escolha de investimentos e orientações sobre ajustes no modelo de negócio criado. 

O sucesso do Faceponto é, nas palavras de Cássio “a validação de um projeto macro” e o “reconhecimento da aproximação da universidade com o mercado”. Um case de sucesso para a ECT e para a UFRN. 


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